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05/nov/2016

A POLÍTICA E O CIRCO

Autor(a): Jáson Jair Frutuoso

A POLÍTICA E O CIRCO

 

Hoje, sábado à tarde, conversando com um amigo, ele falou sobre um determinado político, do jeito “DOUTO” do Deputado agir e das mais variadas maneiras de ele conquistar uma plateia de eleitores. Então me lembrei de quando o tal político visitava o Hospital onde eu trabalhava e de onde saí para a aposentadoria. Imediatamente me senti naquele auditório onde, em tempo de eleição, ele sempre visitava e discursava. Vou chama-lo de José; suas parceiras cenográficas, de D. Francisca e D. Lourdes.

Quem nunca foi ao circo para ver os heróis cavaleiros montarem naqueles animais treinados para parecerem cavalos selvagens?

 

O dono do Circo:

“Quem aí na plateia tem coragem para encarar este cavalo bravo, valendo ingressos para assistirem o espetáculo de amanhã, quando a linda Rosilene Dias será enterrada viva por 40 minutos?”

Imediatamente sai da plateia um homem meio sem jeito, com cara de passado, que pede para encarar a fera.

“Por sua conta e risco. Você é maior de idade?” Previne o dono do circo.

Então o rapaz monta e segura os pulos do cavalo por um tempo que só os profissionais da montaria podem segurar. E recebe uma salva de palmas da encantada plateia.

 

O tal político no auditório do Hospital:

“Já trabalhei neste hospital e no outro da cidade vizinha, fiz residência nesta Fundação de saúde e sempre trabalhei muito”, disse, arrancando palmas da plateia.

Prosseguiu em seu discurso, olhou com jeito de emocionado para todos os cantos do auditório e disse: “Vejo aqui duas pessoas que foram minhas colegas de trabalho no hospital Municipal do Bosque”. Como vai D. Lourdes? E a senhora D. Francisca?

 As duas se levantam e fazem questão absoluta de dar testemunho da 'honestidade" do "ilustre" político. As duas recebem uma salva de palmas semelhante à que recebera o rapaz que montou o cavalo bravo.

Embora fossem áreas de trabalho diferentes, houve uma semelhança entre os dois casos: O rapaz da arquibancada do circo ajudava o dono do circo a conquistar o público, enquanto as mulheres do auditório do hospital colaboravam com o político na persuasão dos eleitores, para conseguir deles o que ele tanto precisava naquele momento: a confiança e os votos, para ele continuar se valendo da profissão de médico para se sair bem na política.

 

 

 

 

 
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