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20/jun/2014

A COPA

Autor(a): Jason Frutuoso

A COPA DO MUNDO

 

Após muitas reclamações a Copa do Mundo está sendo disputada e, embora apenas em seu começo, já podemos tirar dela várias lições:

a) não adianta quebrar os palácios e os estádios, porque este tipo de manifestação não contribui em nada, para nada; podemos gritar e até atordoar o governo, gritando, mas a melhor forma de arrumar o país é votando direito. Nada de votar em troca de recompensa; o voto em troca de recompensa mostra a falta de inteligência – que podem nos adestrar como se adestram os animais.

b) Espero que os políticos brasileiros estejam descobrindo que não devem recorrer à suposta cegueira do povo brasileiro; temos olhos que enxergam muito bem os gastos desnecessários e as famosas falcatruas políticas;

c) Está nos ensinando a ver as coisas de forma mais global: embora a copa do mundo esteja sendo realizada com muito sacrifício, ela tem o poder de mostrar ao mundo que somos capazes de receber sem ferir; de mostrarmos nosso verde e nossas belas selvas de pedra; que temos problemas, mas também capacidade para resolvê-los.

Para os estrangeiros fica uma certeza: o Brasil é uma das mais belas nações do mundo, onde poderão voltar sem medo; a presença deles faz desenvolver nosso potencial turístico, nos faz crescer ainda mais para recebê-los em outras oportunidades. Somos um belo país do clima frio do sul às praias ensolaradas do Nordeste, da comida mineira ao mais quente sabor baiano.

A maior beleza da copa é, no entanto, a convivência humana: países ricos e países pobres lutam, não pela guerra e, sim, pelo poder em um campo onde ninguém pode se achar maior um melhor que os outros; na arena se ganha e se perde somente com os disparos contra o ARCO adversário, nunca contra as cabeças de quem quer que seja.

A copa retrata um pouco da vida:

 

A bela simplicidade Africana;

A derrota da arrogância;

Toureiros sem touros sendo vencidos;

Surpresas que acordam os detentores da fortaleza;

Surpresas que fazem do exporte uma das coisas mais emocionantes da terra;

A relatividade das diferenças: O mais frágil pode se tornar maior, melhor e absolutamente emocionante;

O homem pode se alegrar não pela vitória ao jogar,

Mas, também, pela oportunidade de participar.

 

 
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